Numa entrevista á TSF João Sentieiro anuncia um estudo ambicioso sobre os efeitos na saúde das linhas de muito alta tensão foi apresentado há mais de um ano pela Redes Energéticas Nacionais (REN) e devia prolongar-se durante pelo menos uma década. Mas, passado todo este tempo, o estudo não arrancou, como não está garantido o financiamento.
O pedido de financiamento para receber três milhões de euros da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) chegou à instituição no mês passado, mais de um ano depois da apresentação pública do projecto para estudar os efeitos das linhas de muito alta tensão na saúde.
O presidente da fundação, João Sentieiro, diz que a aprovação é «muito difícil» e «seria excepcional».
Os programas de financiamento que existem prevêem apenas 200 mil euros e a fundação nunca deu três milhões para um projecto de investigação.
O responsável explica que «é preciso provar que se trata de uma matéria estratégica para o país e que acrescentaria algo de verdadeiramente novo a todos os estudos que já existem sobre este assunto».
Fonte oficial da REN garantiu à TSF que sem dinheiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a empresa também não financia o estudo.
Já a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, outro anunciado financiador, também contínua por aprovar o apoio.
No início do ano, a análise ao projecto parou e foram pedidas «informações adicionais» aos promotores.
A TSF sabe que uma parte das dúvidas está relacionada quem deve financiar e pagar a parte do trabalho feito pela Faculdade de Farmácia, da Universidade de Lisboa.
Há cerca de duas semanas no Parlamento, a oposição apresentou projectos-lei sobre as linhas de alta tensão, que foram chumbados pelo PS sob o argumento de que a ciência ainda não conseguiu provar que estas linhas têm consequências na saúde das pessoas.
ouvir reportagem em: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1193851
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